quarta-feira, 23 de julho de 2008

Detenhamos-nos!

Detenhamo-nos, devo deixar-lhe um beijo: este é o café, está escuro, há que evitar tropeçar nas cadeiras; ali, naquele canto, brilha seu cabelo, sua bela boca está incendiada como um cravo de Granada e não é de lâmpadas aquela luz azul, mas sim os olhos da irracional, é da pantera que sai da floresta mordendo um rouxinol, é ela, que ao mesmo tempo rosa do destino, cigarra da lua, canta o incompreensível e o mais claro, se torna um colar de mágicos espinhos e não está bem em nenhuma parte, como uma sereia recém-saída do mar e convidada a nadar no deserto.

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Myself.

Chiclês a parte eu sou aquilo que se vê.

Myself.

Myself.

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